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ENRIQUE ALFONSO (Osnofla)

Dice Jorge Elliott: “En la poesía popular urbana, aunque
hay un grado de sofisticación mayor, existe un reflejo muy genuino del temperamento nacional, e incluso una crítica  humorística muy ingeniosa de la falsedad sentimental de la poesía culta. A veces hay en ella una inventiva  que le da una categoría inglesa. Este es muy especialmente el caso con la poesía de Osnofla (Enrique Alfonso, caricaturista de “Zig-Zag” y de otras revistas en la época de entre guerras. No podemos resistir, en efecto, el deseo de incluir uno de sus poemas aquí”.
Cedemos, por igual motivo, a esa tentación.

 

"Las cien mejores poesías chilenas" é uma antologia clássica organizada pelo crítico literário Hernán Díaz Arrieta, conhecido como Alone, publicada pela Editorial Zig-Zag. Este volume, lançado pela primeira vez no início do século XX (com edições notáveis em 1949 e 1962), reúne obras fundamentais do rico cânone poético chileno.

 

LICENCIA POETICA

   Fue una tarde triste y pálida
de su trabajo a la sálida,
pues esa mujer neurótica
trabajaba en una bótica,
la encontré por vez primera
y una pasión efímera
me dejó alelado, estúpido,
con sus flechas el dios Cúpido;
pues su puntería sabía
mi corazón herido había.

Me acerqué y le dije, histérico:
“Señorita, soy Fedérico”,
y me respondió la chica:
“Yo me llamo Verónica”,
Y en el Parque, a obscuras, solos,
nos amamos, cual tortolos.
Pasó veloz el tiempo árido
y a los tres meses el marido,
era yo, de aquella a quien
creía pura y virgén.

Llevaba un mes de casado,
lo recuerdo, fue un sábado,
la pillé besando a un chico,
feo, flaco y raquítico.
De un combo lo maté casi
y ella yo le hablé así:
“Te creía buena y cándida
y has resultado una bándida.

Hoy mi honra sólo indica,
mujer perjura y cínica,
después de tu devaneo,
que te perfore el cráneo”.
Y maté a aquella mujer
de un tiro de revolver.

 

                      TRADUÇÃO
                     PORTUGUÊS



LICENÇA POÉTICA

Era uma tarde triste e pálida,
quando ela saía do trabalho,
pois aquela mulher neurótica
trabalhava em uma farmácia,
eu a conheci pela primeira vez
e uma paixão fugaz
me deixou atordoado, estúpido,
com as flechas do Cupido;
pois sua mira conhecia
meu coração ferido.

Aproximei-me dela e disse, histericamente:
“Senhorita, sou Federico”,
e a moça respondeu:
“Meu nome é Verônica”,
e no parque, no escuro, sozinhos,
fizemos amor, como pombinhos.

O tempo árido passou rapidamente
e depois de três meses, eu era o marido,
daquela que eu acreditava ser
pura e virginal.

Eu estava casado há um mês,
lembro-me, era um sábado,
eu a flagrei beijando um rapaz,
feio, magro e esquelético.
Eu quase a matei com um único golpe,
e falei com ela assim:

“Pensei que você fosse boa e inocente,
mas você se revelou uma bandida.
Hoje, minha honra só me dita,
mulher perjura e cínica,
após sua infidelidade,
que eu perfure seu crânio.”

E matei aquela mulher
com um tiro de revólver.

 

*
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Página publicada em abril de 2026


 

 

 
 
 
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